quarta-feira, 20 de agosto de 2014

PROCESSO DE PRODUÇÃO

O Processo de Produção

A produção de rãs em cativeiro (ranicultura) é uma atividade relativamente nova. A cadeia produtiva compreende: a criação de rãs (ranários), a indústria de abate e processamento e a comercialização dos produtos oriundos da ranicultura. A Figura 1 ilustra todas as etapas da cadeia produtiva, que pode ser assim resumida: Inicia-se no ranário, onde se processam todas as fases do ciclo de vida das rãs: a desova, a fase de desenvolvimento do girino até a metamorfose e a recria (processo de engorda dos animais). Concluída a recria, as rãs são levadas para o abate nas indústrias de processamento especializadas (abatedouros),  seguindo rigorosamente as normas higiênico-sanitárias definidas pelos organismos de saúde pública. Processada e embalada, a carne é enviada para o mercado consumidor.
 





Condições Básicas Necessárias para se montar um Ranário

 
•       Terreno próximo aos centros consumidores e pouco acidentado, variando seu tamanho e acordo com a produção almejada (tamanho médio 500 a 1000 m2).
•       Água de boa qualidade, sem coliformes fecais, metais pesados e ferro, com pH neutro, sendo preferencialmente de mina ou poço artesiano.
•       Disponibilidade de mão-de-obra tempo integral (2a a 2a).
•         Condição financeira adequada ao tamanho do projeto.
•         Locais com a temperatura ambiente mais elevada são recomendados, pois as rãs são animais ectotérmicos, adaptando sua temperatura corporal ao ambiente. Em outras palavras “quanto mais quente melhor”.
•         É aconselhável que o terreno escolhido possua luz elétrica, o que auxiliará na manutenção de um caseiro ou responsável e a utilização de bombas, freezer etc..
 

Instalações e Manejo


Os ranários comerciais, em sua maioria, são constituídos por vários setores tais como: Reprodução, Desenvolvimento Embrionário, Girinagem, Metamorfose e Engorda. O setor de Engorda representa cerca de 70% das instalações em um ranário.
Para os setores de reprodução e engorda são necessárias áreas secas com cochos e abrigos e uma área com piscina. As outras fases são exclusivamente aquáticas.
Todos os tanques são construídos em alvenaria com cobertura de tela de náilon, geralmente sombrite 50%, e ficam sob estufas ou galpões agrícolas. Dessa forma pode-se promover o aumento da temperatura ambiente, permitindo assim um desenvolvimento mais rápido dos animais.
 O tempo que o animal leva desde a fase de ovo até o peso de abate é em média de 7 meses, e varia conforme a temperatura, manejo, alimentação e potencial genético. Destes 7 meses apenas 4 meses são relativos à engorda propriamente dita, sendo que os 3 meses  iniciais são relativos ao tempo em  que ocorre a eclosão dos ovos de onde saem os girinos que crescem e sofrem a metamorfose (ou seja, as diversas transformações internas e externas pelas quais passam os girinos até se transformarem em rãs jovens. O peso de abate varia conforme a região e o consumidor alvo variando de 170 g a 250 g. Uma rã abatida pesa em média aproximadamente 100 g.



Alimentação

 
Para os girinos recomenda-se administrar ração farelada de trutas ou rãs com 35 a 40% de proteína bruta. 
Já para as rãs, a ração a ser ofertada, deve ser peletizada ou extrusada com 40% de proteína bruta, que pode ser acrescida de 20% de larvas de dípteros, ou oferecida sobre cochos vibratórios, ou ainda “a lanço” dentro da parte aquática, conforme o sistema de engorda adotado.

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